Qual a importância de estagiar em um escritório de advocacia?

Qual a importância de estagiar em um escritório de advocacia?

No artigo desta semana, convidei minha grande parceira, Mariana Trindade, estudante de Direito do 6º semestre da Universidade Federal da Bahia, que estagia comigo há um ano, na verdade, que caminha ao meu lado nesta estrada da vida da advocacia.

Desde a sua chegada uma infinidade de possibilidades se abriram para mim, pois, pude passar a dedicar parte do meu tempo a alguns outros projetos, os quais, devido quantidade de funções que nós, advogados autônomos acumulamos ao longo do nosso dia a dia, estavam impraticáveis de serem executadas.

Estagiei em alguns escritórios na minha época de estudante e, lhes afirmo com convicção, muitos dos valores e práticas que aprendi naquela fase da minha formação, me acompanham até hoje. Fazem parte do meu “HD” profissional.

Por esse motivo, lhes convido a conhecerem um pouco da trajetória, história e visão de Mariana…vamos lá!

“Comecei a estagiar no início do meu 4º semestre da Faculdade. Muito cedo, alguns diriam, mas discordo. Acredito que tive a sorte de encontrar profissionais dispostas a ensinar uma principiante no mundo do Direito.

No início, senti muita apreensão. O medo de não conseguir conciliar a carga horária do estágio com a grande demanda de leitura e estudos da Faculdade foi o maior deles. Contudo, decidi enfrentar esse medo e viver a experiência do estágio na advocacia e, devo dizer, valeu muito a pena.

O meu primeiro e atual estágio, onde tenho como mentora a Dra. Anastácia Amaral, se revelou como uma das atividades mais ricas e desafiadoras que já tive a oportunidade de vivenciar. Dentre os muitos benefícios que posso citar, o estágio na advocacia abriu os meus olhos para essa área de atuação, expandindo os horizontes para além das possibilidades de concursos públicos que o Direito proporciona.

Pude ver as belezas e as dificuldade da advocacia e senti-las na pele, mesmo antes de ser, de fato, uma advogada. Depois de mais de um ano no estágio, adquiri muito conhecimento nas áreas de direito material, processual e por fim, mas não menos importante, ganhei conhecimento acerca dos instrumentos práticos para o exercício da advocacia.

Entender a dinâmica de um escritório, saber manipular as ferramentas da crescente advocacia digital, compreender o funcionamento dos órgãos do Poder Judiciário e as maneiras como podemos atuar junto a eles em prol dos clientes: todos esses foram conhecimentos importantíssimos que adquiri, aos quais jamais teria acesso se não fosse o estágio.

Ainda, a assimilação dos conteúdos vistos nas aulas da faculdade se tornou muito mais fácil para mim com estágio. Fato é que, depois de termos contato com algo na prática, se torna muito simples a apreensão de conceitos vistos em sala de aula que, de outra forma, seriam demasiado abstratos. As aulas de Direito Processual Civil tornam-se muito mais simples se você já viu, várias vezes, no acompanhamento de processos reais, a aplicação de conceitos como “sentença”, “decisão interlocutória”, “litisconsórcio”, dentre outros.

Por fim, acredito que o estágio na advocacia me proporcionou a criação de um sentimento de responsabilidade e de compromisso. As tarefas que me são designadas tornam-se meus deveres e, vendo a importância que aqueles processos tem para a vida das partes, não tenho outra opção a não ser dar o melhor de mim em cada caso no qual atuo.

O estágio é a porta de entrada para a vida profissional e, em minha experiência, tive um excelente começo, acompanhada de advogadas competentes e dedicadas, que me ensinaram a ser assim também.”

Bem, retorno aqui apenas para arrematar, ainda que, sem necessidade alguma, pois, após um depoimento tão real e que me emocionou, apenas tenho as lhe dizer que, jamais saberão aonde podem chegar, caso não saiam da zona de conforto, enfrentem os desafios que a vida lhes presenteia.

Mariana, assim como todo aquele que vive um estágio real junto ao um escritório de advocacia, sai apaixonado pela profissão, são raras as exceções, de verdade. Portanto, vivencie essa experiência e, assim como Mari e eu, mergulhe nela e me conte depois o que achou!

Autora: Mariana Trindade Gusmão
Coautora: Anastácia Amaral

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